Depois de mais um dia na faculdade de engenharia, Camila chega em casa de noite e vai tomar seu banho. Quando sai do banho, percebe que há uma boneca no sofá com dois riscos no peito, ela pega a boneca e fica a encarando. Não era ameaçadora, uma boneca de pano simples e bem infantil com um rosto feliz, mas aqueles dois riscos emanavam uma aura estranha. Não amedrontadora, mas estranha. Ficou se perguntando como aquela boneca havia entrado ali. Checou a casa inteira para verificar se algo havia sido roubado, porém estava tudo no lugar, nenhum sinal de arrombamento ou invasão. Tudo na mais perfeita ordem, exceto....
A boneca
Camila colocou a boneca dentro de uma gaveta e foi dormir, estava cansada pra caralho de tanto estudar e mal se aguentava com os olhos abertos. Quando deitou na cama percebeu um amontoado dentro da mesma. Quando botou a mão ali dentro estava a boneca, mas dessa vez com um olhar neutro, e não feliz, como a havia encontrado, com o susto que ela levou, defenestrou a boneca e trancou a casa inteira. No dia seguinte, quando foi se arrumar para a faculdade a boneca estava la de novo, mas com uma expressão triste no rosto, ela mesmo com medo percebeu que como ela tratava a boneca, sua expressão mudava, então resolveu entrar na dança. Colocou a boneca na mochila e foi para a faculdade.
Chegando lá não tirou a boneca da mochila, ela sabia que a distrairia dos estudos, mas deu uma última checada, e a boneca estava com uma expressão neutra novamente. Durante a aula ela ouviu uma voz de criança falar:
- Brinque comigo, estou só...- a voz parecia prestes a chorar, porém Camila ignorou, chegou a hipótese do cansaço e decidiu ir pra casa mais cedo, ela estava dormindo e se alimentando muito mal devido a dificuldade do curso. Quando chegou em casa botou a boneca em uma cômoda qualquer e foi comer. Quando chegou na mesa a boneca não estava lá, para o alívio dela. Camila fez sua refeição e foi tomar banho. quando saiu do banho e foi pra sala viu que a boneca estava completamente molhada. Mas como? Não tinha levado ela pro banho.
- Brinque comigo, estou tão só...- falou a voz novamente, dessa vez soluçando.
- Mas...você...fala? - Camila perguntou à boneca, com a voz trêmula.
-Brinque...comigo...por favor...- falou a voz com soluços e choros entre as palavras.
Depois disso Camila pelo mais puro e refinado medo brincou com a boneca, como se ela fosse uma lutadora batendo no ar. Depois disso acomodou a boneca em um travesseiro e foi dormir. Quando acordou a voz falou de novo.
-Brinque comigo, foi divertido!- mas dessa vez animada.
-Não, preciso ir pra faculdade- responde Camila à voz, secamente.
-Brinque comigo....AGORA!- A última palavra foi pronunciada com uma voz gutural e estrondosa que fez camila levar um susto.
-Não! Pare de me seguir! - Grita camila, que atira a boneca pela janela e sai correndo de casa.
-Não tente fugir...- Diz a voz em sua forma gutural - Eu estarei onde você estiver.
Nisso Camila sente seu coração apertar como se algo fizesse pressão ao redor dele.
-Pare...Isso dói! - Grita Camila temendo ter uma parada cardíaca, ou o coração explodido.
- Então brinque comigo! - Grita a voz.
- Certo! Eu brinco com você!
-Para sempre...
Então tudo vira um breu completo.
Stefano chega em casa e vê em seu sofá uma boneca de pano, bastante infantil e com um sorriso no rosto, porém com estranhos três riscos no peito.
sábado, 6 de outubro de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Lixo Social
Imagine, você tem uma filha, você a cria, educa, ensina, abre as portas para ela chegar numa vida boa, e essa coisa toda. E u belo dia você chega em casa e ela está rebolando até o chão ouvindo funk. Basicamente, todo seu esforço foi jogado aos cachorros com sarna numa zona de São Paulo. Há um grande abismo entre os pais que não colocaram a filha nessa merda, e os dementes que incentivaram. Os que batalham se sentem coo lixo, por não ter recebido a gratidão devida, e ainda ter que ver a filha parecer uma puta. Já os pais que a ensinaram a rebolar e compraram uma porra de uma mini-saia, e ficaram tocando "Bonde da Stronda"(mas que merda é uma Stronda?), tem mais é que ver a filha chegar em casa com AIDS, sífilis e gonorréia.
Se você for parar pra pensar por um maldito segundo, vai perceber que 95% das letras de funk se resumem a u favelado fodido falando sobre putaria, vaginas, o quão gigante é o pau dele, como a vida na favela é difícil, e sobre vadias rebolando(veja bem pode ser a tal filha que eu estava falando). Em fim, existe toda uma sorte de baixarias. Claro existem algumas almas que se ''salvam do purgatório'', mas a maioria é apenas lixo, putaria, e obviamente, uma demonstração de que a vida do cara não vai passar daquilo.
Já viu uma festa na laje? Não há demonstração maior de fracasso na vida do que isso. Se você deixa sua filha ir nessa merda com AIDS na maçaneta da porta(se é que tem porta), saiba que tem quatro caras se esfregando nela ao mesmo tempo. E se você a encoraja a ir, saiba que desejo toda a dor e sofrimento do mundo a você.
Se você for parar pra pensar por um maldito segundo, vai perceber que 95% das letras de funk se resumem a u favelado fodido falando sobre putaria, vaginas, o quão gigante é o pau dele, como a vida na favela é difícil, e sobre vadias rebolando(veja bem pode ser a tal filha que eu estava falando). Em fim, existe toda uma sorte de baixarias. Claro existem algumas almas que se ''salvam do purgatório'', mas a maioria é apenas lixo, putaria, e obviamente, uma demonstração de que a vida do cara não vai passar daquilo.
Já viu uma festa na laje? Não há demonstração maior de fracasso na vida do que isso. Se você deixa sua filha ir nessa merda com AIDS na maçaneta da porta(se é que tem porta), saiba que tem quatro caras se esfregando nela ao mesmo tempo. E se você a encoraja a ir, saiba que desejo toda a dor e sofrimento do mundo a você.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Raul #2
No dia
seguinte ele já não sabia mais o que fazer com relação à Katherin. A metaleira
dos cabelos de fogo deixou ele com um sono bem irregular. Quando chegou no
colégio viu o garoto que deu em cima dela falando sobre o quanto os anéis na
mão dela eram duros e de como ele segurou a dor com a macheza absoluta de um
veterano da guerra. Na sala de aula foi falar com ela:
- Ontem sua performance foi bem divertida. Já viu o nariz do cara? Parece uma batata com hemorragia – falou Raul com um ar de graça
- Olha, não quero falar sobre aquilo. Geralmente sou mais calma, mas quando o assunto envolve baixaria, e me envolve, eu perco o controle e acontece aquilo. Não se engane, eu não sou daquele jeito. – fala ela com um ar de desânimo.
O professor entra em sala e todos se sentam. Era gramática, uma matéria insuportável pra Raul. “Vou entrar em um curso, ficar fluente em inglês e ir embora desse lixo chamado Brasil, que já é ruim pelo nome, um adjetivo. Babacas, quando eu for embora o primeiro a ter o computador hackeado vai ser esse professor irritante, fica me perguntando a matéria mesmo sabendo que eu não sei nada.” Pensou ele, sonhando rancorosamente.
Katherinn já estava usando o uniforme escolar, que não realçava seus seios. Um dia de camisa preta, outro de uniforme. Teria ela seios fartos? “Eu sou muito tarado, pensa ele.” Ela percebe que Raul estava fitando-a, e virou a cara.
“Certo, ela deve me odiar. Mas porquê? Fui eu quem foi falar amigavelmente com ela, e hoje ela falou comigo e tentou mostrar que não é agressiva. O que ela pretende? Mal consigo ler sua postura, completamente neutra.” E era verdade, Katherinn simplesmente copiava o que era passado no quadro, não expressava nenhuma emoção no rosto ou no corpo. O tempo passa mas as aulas pareciam intermináveis. Bate o sinal pro intervalo. Raul espera ela descer e vai atrás. Ela estava linda com o cabelo preso em um rabo-de-cavalo, quando ela andava seus cabelos lançavam um cheiro que ele nunca havia sentido antes. “Feromônios? Se fosse isso provavelmente qualquer uma dessas vadias da sala já teria me feito sentir isso. Ou não. Fúteis ridículas tomara que morram cremando no inferno com a boca cheia de formigas, agonizando pela eternidade enquanto o capeta toca uma guitarra de sete cordas em seus ouvidos...” Seus pensamentos foram interrompidos quando um dos boyzinhos da sala veio praticar seu esporte preferido.
- Hmmmmmmm eu te vi olhando pra novata. Gosta de uma briguenta é?
- Não enche.
-Ohh tá irritado. Calma cara, fala com ela, convida pra sair, talvez ela te acalme. Ou não. Vai que você acaba irritando ela hahahahah!
- Olha eu nunca falei com você antes, então porque você fala comigo?
- Somos colegas pô! ‘Tamo’ ai pra isso né.
-Não sou seu colega, mal chego a ser seu conhecido, então me deixa continuar pensando aqui, por favor – Corta Raul com um ar de desprezo, quase cuspindo o “por favor” na cara do garoto.
E lá estava ela, sentada(sozinha) em um banco, olhando pro nada. Raul senta ao lado dela e olha pra ela, e depois pro chão. “Eu tenho que deixar de ser viadinho.”
-Então...vai almoçar aonde hoje? – pergunta ele meio receoso da resposta que poderia ganhar.
-Em casa. Porque? – responde ela, com curiosidade, e algo que poderia ser um brilho no olhar. “Porque”, era tudo que ele não queria ouvir em uma pergunta.
-Bom, é que eu queria, sabe...Almoçar com você – “Não, não, vou convida-la pra almoçar porque quero jogar pôquer com ela. Idiota”. Pensa ele.
-Olha...posso ligar pra minha mãe e falar que tenho que estudar aqui no colégio, invento qualquer desculpa...Tá então, eu vou com você. – Responde ela, meio envergonhada. Não era comum algum cara convida-la pra sair, todos queriam só as vadias fáceis, e Katherinn era um desafio, não ficava com qualquer pé rapado que aparecesse em sua frente, mas Raul parecia ser diferente, estava convidando ela pra sair, mesmo sabendo que ela era meio...instável.
- Ontem sua performance foi bem divertida. Já viu o nariz do cara? Parece uma batata com hemorragia – falou Raul com um ar de graça
- Olha, não quero falar sobre aquilo. Geralmente sou mais calma, mas quando o assunto envolve baixaria, e me envolve, eu perco o controle e acontece aquilo. Não se engane, eu não sou daquele jeito. – fala ela com um ar de desânimo.
O professor entra em sala e todos se sentam. Era gramática, uma matéria insuportável pra Raul. “Vou entrar em um curso, ficar fluente em inglês e ir embora desse lixo chamado Brasil, que já é ruim pelo nome, um adjetivo. Babacas, quando eu for embora o primeiro a ter o computador hackeado vai ser esse professor irritante, fica me perguntando a matéria mesmo sabendo que eu não sei nada.” Pensou ele, sonhando rancorosamente.
Katherinn já estava usando o uniforme escolar, que não realçava seus seios. Um dia de camisa preta, outro de uniforme. Teria ela seios fartos? “Eu sou muito tarado, pensa ele.” Ela percebe que Raul estava fitando-a, e virou a cara.
“Certo, ela deve me odiar. Mas porquê? Fui eu quem foi falar amigavelmente com ela, e hoje ela falou comigo e tentou mostrar que não é agressiva. O que ela pretende? Mal consigo ler sua postura, completamente neutra.” E era verdade, Katherinn simplesmente copiava o que era passado no quadro, não expressava nenhuma emoção no rosto ou no corpo. O tempo passa mas as aulas pareciam intermináveis. Bate o sinal pro intervalo. Raul espera ela descer e vai atrás. Ela estava linda com o cabelo preso em um rabo-de-cavalo, quando ela andava seus cabelos lançavam um cheiro que ele nunca havia sentido antes. “Feromônios? Se fosse isso provavelmente qualquer uma dessas vadias da sala já teria me feito sentir isso. Ou não. Fúteis ridículas tomara que morram cremando no inferno com a boca cheia de formigas, agonizando pela eternidade enquanto o capeta toca uma guitarra de sete cordas em seus ouvidos...” Seus pensamentos foram interrompidos quando um dos boyzinhos da sala veio praticar seu esporte preferido.
- Hmmmmmmm eu te vi olhando pra novata. Gosta de uma briguenta é?
- Não enche.
-Ohh tá irritado. Calma cara, fala com ela, convida pra sair, talvez ela te acalme. Ou não. Vai que você acaba irritando ela hahahahah!
- Olha eu nunca falei com você antes, então porque você fala comigo?
- Somos colegas pô! ‘Tamo’ ai pra isso né.
-Não sou seu colega, mal chego a ser seu conhecido, então me deixa continuar pensando aqui, por favor – Corta Raul com um ar de desprezo, quase cuspindo o “por favor” na cara do garoto.
E lá estava ela, sentada(sozinha) em um banco, olhando pro nada. Raul senta ao lado dela e olha pra ela, e depois pro chão. “Eu tenho que deixar de ser viadinho.”
-Então...vai almoçar aonde hoje? – pergunta ele meio receoso da resposta que poderia ganhar.
-Em casa. Porque? – responde ela, com curiosidade, e algo que poderia ser um brilho no olhar. “Porque”, era tudo que ele não queria ouvir em uma pergunta.
-Bom, é que eu queria, sabe...Almoçar com você – “Não, não, vou convida-la pra almoçar porque quero jogar pôquer com ela. Idiota”. Pensa ele.
-Olha...posso ligar pra minha mãe e falar que tenho que estudar aqui no colégio, invento qualquer desculpa...Tá então, eu vou com você. – Responde ela, meio envergonhada. Não era comum algum cara convida-la pra sair, todos queriam só as vadias fáceis, e Katherinn era um desafio, não ficava com qualquer pé rapado que aparecesse em sua frente, mas Raul parecia ser diferente, estava convidando ela pra sair, mesmo sabendo que ela era meio...instável.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Sweet Death #4
Dor de cabeça, dor nos olhos, dor nas pernas,
dor nos braços, dor em tudo, um cheiro de bebida alcoólica pairava no ar e só
colaborava ainda mais pra ressaca de Stefano fazer sua cabeça parecer que
estava sendo martelada. “Porra, ontem deve ter sido punk” pensa Stefano antes
de sair da cama. Estava meio complicado andar, suas pernas doíam e seus joelhos
também, mas seguiu em direção a cozinha mesmo assim. Uma das vantagens de morar
sozinho era não dar satisfações a ninguém que entrasse no apartamento dele.
Stefano foi para a sacada e lá ficou sentado tentando se lembrar de alguma merda realmente catastrófica. Era meio difícil pensar com aquela dor de cabeça satânica. Saindo da sacada foi tentar arrumar o local. Quando foi começar a catar as garrafas de vidro no chão, acabou caindo de joelhos e depois deitado.
- Nunca mais....vou beber....nessa merda....de vidinha- Formar palavras estava realmente foda. E caiu no sono de novo. Quando acordou nem sabia direito onde estava, mas não era a casa dele. As dores haviam diminuído significativamente, e se isso aconteceu devia ter se realmente passado tempo pra cacete dormindo igual um retardado babão. Começou a olhar o ambiente em volta, o local não era bom, era um quarto com uma cama na qual ele estava deitado, a cama era boa até, mas também não era digna de um rei ou coisa do tipo. Ele sai da cama e tenta abrir a porta. Trancada. “Agora fodeu geral” pensa ele. Ele senta na cama e começa a pensar em como havia chegado ali. Dormiu, acordou, dormiu de novo, e quando acordou novamente já estava ali refém de sabe-se Deus quem.
A porta abre, e ali aparece um homem grande e forte completamente coberto com uma roupa preta, era uma...farda com capacete, algo do tipo, só sabia que não conseguiu identificar quem era o sujeito. O problema maior não era o sujeito de preto, mas sim o que ele carregava, parecia uma massa de carne e veias, sangue e ossos, era bizarro. O homem de preto jogou aquela coisa no cômodo e trancou a porta. Quando Stefano olhou melhor aquela coisa no chão, percebeu que a massa de carne tinha uma forma, músculos, braços, pernas, era uma pessoa, estava viva e respirando, mas não tinha pele.
- Meu Deus, você tá bem?- Pergunta Stefano
- Claro...arrancaram minha pele...comigo vivo...e sem anestesia...me deixaram todo fraco...óbvio que estou bem.- Responde...aquilo, com dificuldade em falar devido ao veneno que deram pra ele – Ei, já que ainda não fizeram isso...com você...me senta naquela cadeira...ali no canto. Não consigo me...mover.
Stefano ficou parado pensando em como ia encostar naquilo, era todo, estranho, tinha forma bem definida, músculos ressaltados(talvez porque não tivesse nada os encobrindo), mas era todo cheio de sangue, e MUITO SANGUE. Porra como ele não tinha morrido?? Isso não importava, precisava sair dali o mais rápido possível. Nem chegou a tocar no homem sem pele, estava morrendo de medo. Quando ele se levantou, o homem de preto veio, colocou um saco na cabeça de Stefano e o levou a algum lugar. Quando o saco foi retirado, ele estava preso a uma mesa de ferro, daquelas que aparecem em filmes alienígenas. E agora? Trancado, preso, como um ratinho numa gaiola, ele sabia que o pior estava por vir.
-Haha, acha que viu o pior?- Falou o homem de preto. Quando ele tirou a máscara ele viu uma face da qual ele nunca poderia esquecer. Ele viu o próprio rosto, só que mais velho, muito mais velho, completamente enrugado e com os olhos cansados, porém cruéis. O medo se espalhou pelo seu corpo, como aquilo seria possível? Então o velho disse:
- Não gosto de gente igual a mim. Vamos fazer uma pequena troca de pele.
Tudo ficou escuro.
Quando ele acordou, o velho segurava um espelho na mão, ele parecia estar se divertindo com a situação. Stefano se sentia estranho.
-Agora sim está melhor- Disse o velho, e levantou o espelho.
No espelho ele viu alguém que não conhecia. Ele viu um rosto e um corpo com aparência deformada, pele meio morta e fora do lugar.
A troca havia sido bem sucedida.
Stefano foi para a sacada e lá ficou sentado tentando se lembrar de alguma merda realmente catastrófica. Era meio difícil pensar com aquela dor de cabeça satânica. Saindo da sacada foi tentar arrumar o local. Quando foi começar a catar as garrafas de vidro no chão, acabou caindo de joelhos e depois deitado.
- Nunca mais....vou beber....nessa merda....de vidinha- Formar palavras estava realmente foda. E caiu no sono de novo. Quando acordou nem sabia direito onde estava, mas não era a casa dele. As dores haviam diminuído significativamente, e se isso aconteceu devia ter se realmente passado tempo pra cacete dormindo igual um retardado babão. Começou a olhar o ambiente em volta, o local não era bom, era um quarto com uma cama na qual ele estava deitado, a cama era boa até, mas também não era digna de um rei ou coisa do tipo. Ele sai da cama e tenta abrir a porta. Trancada. “Agora fodeu geral” pensa ele. Ele senta na cama e começa a pensar em como havia chegado ali. Dormiu, acordou, dormiu de novo, e quando acordou novamente já estava ali refém de sabe-se Deus quem.
A porta abre, e ali aparece um homem grande e forte completamente coberto com uma roupa preta, era uma...farda com capacete, algo do tipo, só sabia que não conseguiu identificar quem era o sujeito. O problema maior não era o sujeito de preto, mas sim o que ele carregava, parecia uma massa de carne e veias, sangue e ossos, era bizarro. O homem de preto jogou aquela coisa no cômodo e trancou a porta. Quando Stefano olhou melhor aquela coisa no chão, percebeu que a massa de carne tinha uma forma, músculos, braços, pernas, era uma pessoa, estava viva e respirando, mas não tinha pele.
- Meu Deus, você tá bem?- Pergunta Stefano
- Claro...arrancaram minha pele...comigo vivo...e sem anestesia...me deixaram todo fraco...óbvio que estou bem.- Responde...aquilo, com dificuldade em falar devido ao veneno que deram pra ele – Ei, já que ainda não fizeram isso...com você...me senta naquela cadeira...ali no canto. Não consigo me...mover.
Stefano ficou parado pensando em como ia encostar naquilo, era todo, estranho, tinha forma bem definida, músculos ressaltados(talvez porque não tivesse nada os encobrindo), mas era todo cheio de sangue, e MUITO SANGUE. Porra como ele não tinha morrido?? Isso não importava, precisava sair dali o mais rápido possível. Nem chegou a tocar no homem sem pele, estava morrendo de medo. Quando ele se levantou, o homem de preto veio, colocou um saco na cabeça de Stefano e o levou a algum lugar. Quando o saco foi retirado, ele estava preso a uma mesa de ferro, daquelas que aparecem em filmes alienígenas. E agora? Trancado, preso, como um ratinho numa gaiola, ele sabia que o pior estava por vir.
-Haha, acha que viu o pior?- Falou o homem de preto. Quando ele tirou a máscara ele viu uma face da qual ele nunca poderia esquecer. Ele viu o próprio rosto, só que mais velho, muito mais velho, completamente enrugado e com os olhos cansados, porém cruéis. O medo se espalhou pelo seu corpo, como aquilo seria possível? Então o velho disse:
- Não gosto de gente igual a mim. Vamos fazer uma pequena troca de pele.
Tudo ficou escuro.
Quando ele acordou, o velho segurava um espelho na mão, ele parecia estar se divertindo com a situação. Stefano se sentia estranho.
-Agora sim está melhor- Disse o velho, e levantou o espelho.
No espelho ele viu alguém que não conhecia. Ele viu um rosto e um corpo com aparência deformada, pele meio morta e fora do lugar.
A troca havia sido bem sucedida.
Histórias de um Mestre: 1.2
Parte 2 – Amor
A cerimônia seguiu
normalmente e a festa foi muito animada. Os convidados se divertiram muito e a
comida estava ótima. As celebrações duraram até a madrugada e os convidados
foram para suas casas cansados e satisfeitos.
Ao final da noite, eu
e Sylvia fomos para nossa casa. Ela fica nos limites de Séneca, uma pequena e
próspera cidade do interior do reino de Nebria.
A distancia entre
nossa propriedade e a igreja era grande, a noite era fria e a carruagem era
aberta. Sylvia estava com frio então dei minha capa a ela para que se cobrisse
e a envolvi em meus braços com ternura. Ela fitou-me com os olhos e disse algo
que nunca esquecerei: - Prometa que será meu. Só meu... Para sempre!
Emocionei-me e
prometi: - Sim minha amada, serei teu para o resto de minha existência carnal e
espiritual! – A abracei mais forte e nos beijamos. Senti naquele beijo o verdadeiro
amor que o sacerdote da cerimônia havia dito.
Chegamos a nossa casa
e fomos direto para o nosso quarto onde nos amamos pelo resto da noite,
sucumbindo aos desejos carnais de nossos corpos profanos.
Por: Gabriel Sartori, o Líder
Por: Gabriel Sartori, o Líder
História de um mestre: 1.1
Parte 1 – Felizes para sempre
Ela
estava linda. Seus lindos olhos verdes brilhavam como a lua-cheia à luz dos
castiçais da igreja. Usava um vestido branco rendado com um véu tão denso que
eu só podia ver seus lindos lábios com batom rosa. Segurava um pequeno buquê de
cravos de um vermelho vibrante, como seus longos e sedosos cabelos.
A
cada passo que ela dava, meu coração batia mais forte, parecia que ia pular de
meu peito. Batia tão forte que doía. Meus pés formigavam, minhas mãos suavam e
tremiam de forma descontrolada.
Quando
ela chegou ao altar, senti um leve calafrio. Olhei para seu pai, que tinha os
olhos vermelhos e lacrimejando. Piscou para mim e disse:
- A
união é sagrada, mas o dever é carnal. Confio em ti para cuidar da minha
princesa, Agamennom.
Senti
o peso do compromisso nas minhas costas com as palavras de Jullius e respondi:
– Em frente a tua filha, a ti prometo que faze-la-ei a esposa mais feliz do
mundo.
Sylvia
sorriu, levantou seu véu e num tom cômico disse: - Eu já sou a mulher mais
feliz do mundo – aponta para o altar e completa – Agora só falta me tornar sua
esposa para que possas cumprir tua promessa. Então vamos?
Peguei
em sua mão direita e disse: - Vamos amor, um futuro próspero nos aguarda!
Por: Gabriel Sartori, o Líder
Por: Gabriel Sartori, o Líder
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Sweet Death #3
Felipe andava tranquilamente pelas ruas desertas de uma
cidade no interior do Japão, pensando na vida que ele poderia ter feito muita
coisa pra mudar. Seus passos eram silenciosos e lentos para que sua viagem
durasse mais e pudesse refletir mais tranquilamente por mais tempo.
A Floresta Aokigahara não é um lugar muito bonito, mas é silencioso, perfeito pra quem quer apenas rodear o local e pensar um pouco. Depois de andar por uma hora e pouco Felipe se depara numa placa, porém como estava em japonês e Felipe sabia apenas inglês e português, imaginou que devia ser algum aviso pra tomar cuidado com mosquitos. Ao entrar na floresta ele percebe que o ar ficou diferente, mais vivo, e porem mais morto ao mesmo tempo, como se alguém estivesse o espreitando.
Passos podiam ser ouvidos, juntamente com o barulho de gravetos se quebrando no chão irregular e disforme.
- Ei você, viu minha mochila? Eu devo ter perdido ela em algum lugar...- diz a voz atrás de Felipe. Era uma voz feminina.
-Quem está ai?- pergunta Felipe meio inseguro. Nunca tinha se dado tão bem com garotas. Havia tido uns relacionamentos mas na maioria das vezes apenas fracassos patéticos, e sabia que se alguma garota estava falando com ele numa floresta onde a população viva devia ser apenas ele, coisa boa não podia ser. Quando ele se vira se depara com uma garota realmente linda, cabelos curtos e pretos e olhos mais fundos que o próprio oceano, e tão escuros quanto a noite, era alta e o corpo parecia uma obra de arte de Leonardo Da Vinci.
- Hey você é bonita, qual seu nome? – Pergunta ele quase sem saber como se formavam palavras diante de uma garota daquelas, parecia ter o que? 18 anos?
- Meu nome é Eleanor, e queria saber se você viu minha mochila por ai, é toda preta, droga meus cadernos e livros estavam todos lá.- diz a garota com voz meio irritadiça.
- Não vi- Responde Felipe- Maaaaaaaaassss podemos procurar juntos, se não se importa.
Haha ele não perdia uma chance de arrumar uns amassos, mesmo que fosse num lugar esquecido por Deus. Eles andavam pra lá e pra cá, sem rumo exato, e Felipe apenas a acompanhava sem nem mesmo prestar atenção aonde ia, afinal, era uma chance em um milhão. Depois de um certo tempo, Eleanor para de andar, vira-se e fala:
- Hm, acho que nos perdemos – Fala ela com um tranquilidade que veio do mais absurdo nada.
- Ah sem problemas, antes de voltar agente podia sentar e fazer alguma coisa- Diz Felipe com uma certa alegria na voz, apesar de estar onde Judas perdeu as calças.
-O que você esta pretendendo fazer aqui comigo hein?- Pergunta ela com a mesma calma de antes, porem com uma voz mais...sedutora.
-Bom, estava pensando nisso...-antes mesmo de terminar a frase ele tenta dar um beijo em Eleanor, que não deu muito certo porque ao invés de uma boca ele encontrou um monte de cabelos.
-Mas o qu...- antes que pudesse terminar, percebeu uma coisa meio que, humanamente impossível: a cabeça dela estava virada pra trás. E o corpo não.
-Caralho, quem é você? Ou melhor, o quê??- Indaga Felipe com o coração a mil.
- Qual o problema coelhinho? Com medo da raposa disfarçada?- Enquanto ela falava olhos vermelhos como sangue aparecem do meio dos seus cabelos e uma boca disforme e cheia de caninos aparece na nuca.
-Puta merda- Foi tudo o que ele conseguiu pensar em pronunciar antes de sair correndo, desesperado pra não ter a cabeça dentro daquela boca, nuca, ou qualquer coisa que aquilo pudesse ser.
Naturalmente, o garoto tropeça(como em qualquer história em que o cara está em perigo de morte) e vê Eleanor vindo em sua direção muito rápido, quando ela chega perto, pula e cai exatamente em cima dele, numa posição parecida com um papai-e-mamãe.
- Você ainda não viu nada. Olhe em meus olhos.- Disse Eleanor.
Qual deles? Deviam ter no mínimo 5. De qualquer maneira ele olhou, e viu centenas de garotos e garotas, todos de uniformes escolares japoneses naquela mesma floresta, morrendo de diversas maneiras diferentes: se tacando de árvores extremamente altas e de cabeça, cortando as mãos fora, cortando os pulsos, se enforcando nos galhos, fazendo um torniquete caseiro no próprio pescoço, e muitas outras brutalidades. A única coisa que tinham em comum, era que estavam se suicidando, tirando a própria vida antes do tempo previsto, ou não. As visões de suicídio acabaram e Felipe se viu com a Eleanor normal a sua frente, mesmo rosto impecável de antes. Ele sabia que ela era um monstro mórbido, mas aquele rosto fazia ele fazer qualquer coisa pra telo junto ao próprio. Qualquer coisa.
- Está vendo aquele galho? Se eu te der um beijo, você crava ele na própria cabeça?- Pergunta ela com uma voz inocente, como se tivesse pedindo um brigadeiro. Ele queria negar, e ao mesmo tempo não. Ela era linda de morrer(literalmente), e parecia estar hipnotizando ele. Felipe queria resistir mas Eleanor era poderosa. Com a voz trêmula, ele para de se debater e fala:
-Claro, por que não?- E assim ele beija Eleanor. Aquilo fora a melhor sensação da vida dele, podia sentir todas as melhores emoções que existiam naquele breve momento, e quando acabou, ele se sentia diferente.
-Agora cumpra sua parte do acordo- Disse Eleanor.
Aquele beijo foi a última coisa que ele sentiu, literalmente, ele não sentia medo, ansiedade, era um escravo de Eleanor que faria o que ela quisesse, e ela realmente queria que ele fizesse algo. Ele quebrou o galho pontiagudo, apontou a parte afiada para a própria cabeça, e alguns instantes antes de se suicidar, ouviu Eleanor dizer:
- Devia ter lido a placa, e feito como ela dizia e ficado longe. Adeus meu bem, vou sentir saudades.
A Floresta Aokigahara não é um lugar muito bonito, mas é silencioso, perfeito pra quem quer apenas rodear o local e pensar um pouco. Depois de andar por uma hora e pouco Felipe se depara numa placa, porém como estava em japonês e Felipe sabia apenas inglês e português, imaginou que devia ser algum aviso pra tomar cuidado com mosquitos. Ao entrar na floresta ele percebe que o ar ficou diferente, mais vivo, e porem mais morto ao mesmo tempo, como se alguém estivesse o espreitando.
Passos podiam ser ouvidos, juntamente com o barulho de gravetos se quebrando no chão irregular e disforme.
- Ei você, viu minha mochila? Eu devo ter perdido ela em algum lugar...- diz a voz atrás de Felipe. Era uma voz feminina.
-Quem está ai?- pergunta Felipe meio inseguro. Nunca tinha se dado tão bem com garotas. Havia tido uns relacionamentos mas na maioria das vezes apenas fracassos patéticos, e sabia que se alguma garota estava falando com ele numa floresta onde a população viva devia ser apenas ele, coisa boa não podia ser. Quando ele se vira se depara com uma garota realmente linda, cabelos curtos e pretos e olhos mais fundos que o próprio oceano, e tão escuros quanto a noite, era alta e o corpo parecia uma obra de arte de Leonardo Da Vinci.
- Hey você é bonita, qual seu nome? – Pergunta ele quase sem saber como se formavam palavras diante de uma garota daquelas, parecia ter o que? 18 anos?
- Meu nome é Eleanor, e queria saber se você viu minha mochila por ai, é toda preta, droga meus cadernos e livros estavam todos lá.- diz a garota com voz meio irritadiça.
- Não vi- Responde Felipe- Maaaaaaaaassss podemos procurar juntos, se não se importa.
Haha ele não perdia uma chance de arrumar uns amassos, mesmo que fosse num lugar esquecido por Deus. Eles andavam pra lá e pra cá, sem rumo exato, e Felipe apenas a acompanhava sem nem mesmo prestar atenção aonde ia, afinal, era uma chance em um milhão. Depois de um certo tempo, Eleanor para de andar, vira-se e fala:
- Hm, acho que nos perdemos – Fala ela com um tranquilidade que veio do mais absurdo nada.
- Ah sem problemas, antes de voltar agente podia sentar e fazer alguma coisa- Diz Felipe com uma certa alegria na voz, apesar de estar onde Judas perdeu as calças.
-O que você esta pretendendo fazer aqui comigo hein?- Pergunta ela com a mesma calma de antes, porem com uma voz mais...sedutora.
-Bom, estava pensando nisso...-antes mesmo de terminar a frase ele tenta dar um beijo em Eleanor, que não deu muito certo porque ao invés de uma boca ele encontrou um monte de cabelos.
-Mas o qu...- antes que pudesse terminar, percebeu uma coisa meio que, humanamente impossível: a cabeça dela estava virada pra trás. E o corpo não.
-Caralho, quem é você? Ou melhor, o quê??- Indaga Felipe com o coração a mil.
- Qual o problema coelhinho? Com medo da raposa disfarçada?- Enquanto ela falava olhos vermelhos como sangue aparecem do meio dos seus cabelos e uma boca disforme e cheia de caninos aparece na nuca.
-Puta merda- Foi tudo o que ele conseguiu pensar em pronunciar antes de sair correndo, desesperado pra não ter a cabeça dentro daquela boca, nuca, ou qualquer coisa que aquilo pudesse ser.
Naturalmente, o garoto tropeça(como em qualquer história em que o cara está em perigo de morte) e vê Eleanor vindo em sua direção muito rápido, quando ela chega perto, pula e cai exatamente em cima dele, numa posição parecida com um papai-e-mamãe.
- Você ainda não viu nada. Olhe em meus olhos.- Disse Eleanor.
Qual deles? Deviam ter no mínimo 5. De qualquer maneira ele olhou, e viu centenas de garotos e garotas, todos de uniformes escolares japoneses naquela mesma floresta, morrendo de diversas maneiras diferentes: se tacando de árvores extremamente altas e de cabeça, cortando as mãos fora, cortando os pulsos, se enforcando nos galhos, fazendo um torniquete caseiro no próprio pescoço, e muitas outras brutalidades. A única coisa que tinham em comum, era que estavam se suicidando, tirando a própria vida antes do tempo previsto, ou não. As visões de suicídio acabaram e Felipe se viu com a Eleanor normal a sua frente, mesmo rosto impecável de antes. Ele sabia que ela era um monstro mórbido, mas aquele rosto fazia ele fazer qualquer coisa pra telo junto ao próprio. Qualquer coisa.
- Está vendo aquele galho? Se eu te der um beijo, você crava ele na própria cabeça?- Pergunta ela com uma voz inocente, como se tivesse pedindo um brigadeiro. Ele queria negar, e ao mesmo tempo não. Ela era linda de morrer(literalmente), e parecia estar hipnotizando ele. Felipe queria resistir mas Eleanor era poderosa. Com a voz trêmula, ele para de se debater e fala:
-Claro, por que não?- E assim ele beija Eleanor. Aquilo fora a melhor sensação da vida dele, podia sentir todas as melhores emoções que existiam naquele breve momento, e quando acabou, ele se sentia diferente.
-Agora cumpra sua parte do acordo- Disse Eleanor.
Aquele beijo foi a última coisa que ele sentiu, literalmente, ele não sentia medo, ansiedade, era um escravo de Eleanor que faria o que ela quisesse, e ela realmente queria que ele fizesse algo. Ele quebrou o galho pontiagudo, apontou a parte afiada para a própria cabeça, e alguns instantes antes de se suicidar, ouviu Eleanor dizer:
- Devia ter lido a placa, e feito como ela dizia e ficado longe. Adeus meu bem, vou sentir saudades.
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