Muito bem essa não é a primeira vez que eu digito textos
e espero que não seja a última. Sweet Death vai ser uma série onde pego alguns personagens
fixos em diversas ocasiões da história, assim como Tom & Jerry, os mesmos
personagens, em diversas ocasiões sem ordem cronológica e etc. espero que
gostem!
O Autor
O Autor
Se você já viu a praia da Normandia depois do
Dia D sabe muito bem o que é a cena do terror absoluto. Corpos por todos os
lados, um cheiro de morte que faria até os olhos de um morto lacrimejarem,
sangue podre e seco até onde a vista alcança, pedaços de corpos jogados por
todos os lados e um clima macabro o suficiente pra fazer até o homem mais
corajoso ficar com um pé atrás.
As almas dos soldados mortos ainda vagueavam pelas areias vermelhas da praia, procurando suas armas e companheiros, sem saber que não poderiam fazer nada. O medo nos olhos vivos daqueles que andavam pelo local invadia seus corações assim como uma lança empala uma pessoa, ninguém queria ficar ali, mas tinham um trabalho a fazer. Precisavam limpar o local, tirar os cadáveres(ou o que sobrou deles), e mexer na areia para que todo aquele sangue não fosse visto por mais ninguém.
-Puta que pariu, não quero ficar aqui. Estão nos pagando mal pra fazer o serviço que nem os garis que vivem no lixo querem fazer- disse Stefano
-Nem ligo, já estão nos pagando, isso é o que vale. Precisamos do dinheiro e você sabe muito bem disso. – disse Felipe olhando friamente para a praia com um cheiro insuportável de putrefação.
-Que merda...de qualquer maneira, vamos acabar com isso de uma vez. Cara vamos colocar os corpos na carroceria de um caminhão, não devíamos enterra-los?- pergunta Stefano quase cagando sangue de tanto medo.
-Velho, deixa de frescura e vai catando de uma vez- termina Felipe. Ambos começam a fazer seus serviços.
Felipe que tinha o sangue mais frio que o de um réptil começou a coletar os pedaços e aqueles que estavam com vários órgãos de fora, enquanto Stefano pegava os corpos mais ‘inteiros’. O clima era pesado e nenhum deles pensava, apenas trabalhavam, pois sabiam que se pensassem iriam acabar imaginando a dor dos soldados e enlouquecer. Tudo ia bem até que uma brisa com um cheiro metálico muito conhecido começou a soprar.
-Meu Deus, sentiu esse cheiro?- pergunta Stefano
-Sim, tem sangue até no ar desse lugar. Vamos logo, temos algumas centenas de milhares de corpos pra recolher- responde Felipe, querendo acabar logo o serviço, receber seu dinheiro, ir pra casa e esquecer das atrocidades que viu.
-Ei, vocês, sabem aonde foi meu pelotão? Estava caindo de paraquedas e fui pego por uma corrente de vento e me separei dos meus homens. Preciso acha-los logo, eles não podem ficar sem mim- fala alguém(ou algo) com uma agonia na voz
-FELIPE ISSO NEM TEM GRAÇA!!!– grita Stefano
-Eu não falei nada seu doente, o cheiro daqui deve estar afetando seu cérebro – retruca Felipe.
Algum tempo depois Felipe ouve uma voz ecoar em sua cabeça:
-Felipe é você? Pelos deuses você cresceu- diz a voz
-Pai?
-Felipe você tá indo aonde seu maluco??- pergunta Stefano
-Estou no mar Felipe, venha me ver, meu barco foi afundado, venha buscar por favor- diz a voz na cabeça de Felipe
-Estou indo pai- disse Felipe olhando pro horizonte
- Puta merda Felipe isso não tem graça, volta agora e vamos continuar com o serviço implora Stefano morrendo de medo.
De repente parece que o lugar ciou vida de novo, como se a alma de cada soldado tivesse tomado um Rollback na mente e ainda estivesse desembarcando pra própria forca. Era possível sentir um vento forte como se o exército estivesse correndo e gritando com a adrenalina subindo á cabeça.
-Rápido Felipe, venha me ajudar, todos já estão na praia, veja! – falou a voz na cabeça de Felipe.
E Felipe foi.
Stefano correu desesperado com medo de perder o melhor amigo para sempre. Tentou segurá-lo mas Felipe era forte, desvencilhou-se com facilidade dos braços magros do colega e seguiu andando para a água gélida e morta da praia.
- Isso meu filho, venha ajudar seu velho pai.- Disse a voz. Foi aí que Felipe entrou por completo na água, e se abraçou a um corpo que um dia fora o do pai dele. Ele estava congelando de frio, chorando de tristeza pois sabia que ia morrer, e de alegria, por ter visto seu pai uma ultima vez.
As almas dos soldados mortos ainda vagueavam pelas areias vermelhas da praia, procurando suas armas e companheiros, sem saber que não poderiam fazer nada. O medo nos olhos vivos daqueles que andavam pelo local invadia seus corações assim como uma lança empala uma pessoa, ninguém queria ficar ali, mas tinham um trabalho a fazer. Precisavam limpar o local, tirar os cadáveres(ou o que sobrou deles), e mexer na areia para que todo aquele sangue não fosse visto por mais ninguém.
-Puta que pariu, não quero ficar aqui. Estão nos pagando mal pra fazer o serviço que nem os garis que vivem no lixo querem fazer- disse Stefano
-Nem ligo, já estão nos pagando, isso é o que vale. Precisamos do dinheiro e você sabe muito bem disso. – disse Felipe olhando friamente para a praia com um cheiro insuportável de putrefação.
-Que merda...de qualquer maneira, vamos acabar com isso de uma vez. Cara vamos colocar os corpos na carroceria de um caminhão, não devíamos enterra-los?- pergunta Stefano quase cagando sangue de tanto medo.
-Velho, deixa de frescura e vai catando de uma vez- termina Felipe. Ambos começam a fazer seus serviços.
Felipe que tinha o sangue mais frio que o de um réptil começou a coletar os pedaços e aqueles que estavam com vários órgãos de fora, enquanto Stefano pegava os corpos mais ‘inteiros’. O clima era pesado e nenhum deles pensava, apenas trabalhavam, pois sabiam que se pensassem iriam acabar imaginando a dor dos soldados e enlouquecer. Tudo ia bem até que uma brisa com um cheiro metálico muito conhecido começou a soprar.
-Meu Deus, sentiu esse cheiro?- pergunta Stefano
-Sim, tem sangue até no ar desse lugar. Vamos logo, temos algumas centenas de milhares de corpos pra recolher- responde Felipe, querendo acabar logo o serviço, receber seu dinheiro, ir pra casa e esquecer das atrocidades que viu.
-Ei, vocês, sabem aonde foi meu pelotão? Estava caindo de paraquedas e fui pego por uma corrente de vento e me separei dos meus homens. Preciso acha-los logo, eles não podem ficar sem mim- fala alguém(ou algo) com uma agonia na voz
-FELIPE ISSO NEM TEM GRAÇA!!!– grita Stefano
-Eu não falei nada seu doente, o cheiro daqui deve estar afetando seu cérebro – retruca Felipe.
Algum tempo depois Felipe ouve uma voz ecoar em sua cabeça:
-Felipe é você? Pelos deuses você cresceu- diz a voz
-Pai?
-Felipe você tá indo aonde seu maluco??- pergunta Stefano
-Estou no mar Felipe, venha me ver, meu barco foi afundado, venha buscar por favor- diz a voz na cabeça de Felipe
-Estou indo pai- disse Felipe olhando pro horizonte
- Puta merda Felipe isso não tem graça, volta agora e vamos continuar com o serviço implora Stefano morrendo de medo.
De repente parece que o lugar ciou vida de novo, como se a alma de cada soldado tivesse tomado um Rollback na mente e ainda estivesse desembarcando pra própria forca. Era possível sentir um vento forte como se o exército estivesse correndo e gritando com a adrenalina subindo á cabeça.
-Rápido Felipe, venha me ajudar, todos já estão na praia, veja! – falou a voz na cabeça de Felipe.
E Felipe foi.
Stefano correu desesperado com medo de perder o melhor amigo para sempre. Tentou segurá-lo mas Felipe era forte, desvencilhou-se com facilidade dos braços magros do colega e seguiu andando para a água gélida e morta da praia.
- Isso meu filho, venha ajudar seu velho pai.- Disse a voz. Foi aí que Felipe entrou por completo na água, e se abraçou a um corpo que um dia fora o do pai dele. Ele estava congelando de frio, chorando de tristeza pois sabia que ia morrer, e de alegria, por ter visto seu pai uma ultima vez.
Haha essa história ficou muito legal ;D
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