sábado, 25 de fevereiro de 2012

Sweet Death #2


Campo de Concentração Nazista de Auschwitz, 1949.


    Stefano andava calmamente pelo campo de concentração mais famoso do mundo. Apesar do dia estar bom, céu claro e clima agradável, andar por ali o deixava nervoso, afinal 3 milhões de pessoas morreram naquele lugar, e sabe-se lá aonde foram paras os cadáveres que não foram achados. Ele olhava para os lados, meio desconfortável pois sabia que teve sorte de não ter sido um prisioneiro judeu daquele lugar, e nem sequer sabia como imaginar a agonia e sofrimento daqueles que lá pereceram.
    Um padre andava pelo lugar com uma expressão séria, Stefano se perguntou o que o padre estava fazendo ali, estaria benzendo o local? Ele toma coragem e vai falar com o homem.
- Vossa santidade, já passaram uns três anos desde que ninguém é preso aqui, e alguns bilhões de padres já benzeram e purificaram esse lugar, desculpe a intromissão mas porque o senhor...
-Não estou benzendo – interrompe o padre- estou reconhecendo. Algumas pessoas que passaram por aqui disseram ter ouvido vozes, passos e gritos de agonia, estou aqui pois sou um especialista nesse tipo de paranormalidade.
-Interessante. Todo dia eu venho aqui vistoriar esse lugar e nada demais me aconteceu- Comenta Stefano.
-Talvez os espíritos entendam sua missão e não se importem com você, mas talvez se importem com andarilhos do local por perturbarem seu local de descanso.- explica o padre.
-Hm, que seja, vou continuar por aí- diz Stefano, e segue seu caminho.
    Ele continua a andar calmamente pelo local, ninguém além de padres e historiadores apareciam por lá, e a trabalho, ninguém queria entrar no local onde houve um massacre induzido. Em seu percurso ele olhava as paredes, que não via nenhuma novidade de um dia pro outro, mas não conseguia parar de pensar nas pessoas que foram tratadas como lixo e tiveram a dignidade decapitada, assim como se decapita uma galinha. Um por um, cada judeu naquele lugar ia morrendo enquanto ainda estava em funcionamento.
    “A câmara de gás” pensou Stefano “ Só mais esse lugar e pronto, vou pra casa ver minha família.” Quando ele entrou na câmara a porta atrás dele se fecha. Stefano começa a tentar abrir a porta desesperadamente, obviamente sem sucesso. Ele percebe que algo estava realmente errado e começa a gritar pelo tal padre que estava por lá.
Sem resposta
    Stefano começa a bater na porta na esperança de que ela abrisse. E abriu. Não totalmente para a infelicidade dele, abriu apenas uma fresta para quem está do lado de fora apreciar a morte lenta e deprimente por asfixia. E do lado de fora estava o tal padre. Stefano começou a implorar por ajuda e só viu o padre rir e fechar a fresta. Começou a ouvir os passos do padre circulando o local e subindo uma escada que dava no teto da câmara. O problema é que câmaras de gás tem um pequeno túnel no teto onde o cilindro com gás é lançado. Ele viu uma luz no teto e lá estava o padre que gritou:
-POR HITLER!- e jogou um objeto de ferro por aquele buraco.
    O pequeno túnel se fechou e um gás começou a sair do cilindro no chão.
                                Seu destino havia sido selado.

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