Felipe andava tranquilamente pelas ruas desertas de uma
cidade no interior do Japão, pensando na vida que ele poderia ter feito muita
coisa pra mudar. Seus passos eram silenciosos e lentos para que sua viagem
durasse mais e pudesse refletir mais tranquilamente por mais tempo.
A Floresta Aokigahara não é um lugar muito bonito, mas é silencioso, perfeito pra quem quer apenas rodear o local e pensar um pouco. Depois de andar por uma hora e pouco Felipe se depara numa placa, porém como estava em japonês e Felipe sabia apenas inglês e português, imaginou que devia ser algum aviso pra tomar cuidado com mosquitos. Ao entrar na floresta ele percebe que o ar ficou diferente, mais vivo, e porem mais morto ao mesmo tempo, como se alguém estivesse o espreitando.
Passos podiam ser ouvidos, juntamente com o barulho de gravetos se quebrando no chão irregular e disforme.
- Ei você, viu minha mochila? Eu devo ter perdido ela em algum lugar...- diz a voz atrás de Felipe. Era uma voz feminina.
-Quem está ai?- pergunta Felipe meio inseguro. Nunca tinha se dado tão bem com garotas. Havia tido uns relacionamentos mas na maioria das vezes apenas fracassos patéticos, e sabia que se alguma garota estava falando com ele numa floresta onde a população viva devia ser apenas ele, coisa boa não podia ser. Quando ele se vira se depara com uma garota realmente linda, cabelos curtos e pretos e olhos mais fundos que o próprio oceano, e tão escuros quanto a noite, era alta e o corpo parecia uma obra de arte de Leonardo Da Vinci.
- Hey você é bonita, qual seu nome? – Pergunta ele quase sem saber como se formavam palavras diante de uma garota daquelas, parecia ter o que? 18 anos?
- Meu nome é Eleanor, e queria saber se você viu minha mochila por ai, é toda preta, droga meus cadernos e livros estavam todos lá.- diz a garota com voz meio irritadiça.
- Não vi- Responde Felipe- Maaaaaaaaassss podemos procurar juntos, se não se importa.
Haha ele não perdia uma chance de arrumar uns amassos, mesmo que fosse num lugar esquecido por Deus. Eles andavam pra lá e pra cá, sem rumo exato, e Felipe apenas a acompanhava sem nem mesmo prestar atenção aonde ia, afinal, era uma chance em um milhão. Depois de um certo tempo, Eleanor para de andar, vira-se e fala:
- Hm, acho que nos perdemos – Fala ela com um tranquilidade que veio do mais absurdo nada.
- Ah sem problemas, antes de voltar agente podia sentar e fazer alguma coisa- Diz Felipe com uma certa alegria na voz, apesar de estar onde Judas perdeu as calças.
-O que você esta pretendendo fazer aqui comigo hein?- Pergunta ela com a mesma calma de antes, porem com uma voz mais...sedutora.
-Bom, estava pensando nisso...-antes mesmo de terminar a frase ele tenta dar um beijo em Eleanor, que não deu muito certo porque ao invés de uma boca ele encontrou um monte de cabelos.
-Mas o qu...- antes que pudesse terminar, percebeu uma coisa meio que, humanamente impossível: a cabeça dela estava virada pra trás. E o corpo não.
-Caralho, quem é você? Ou melhor, o quê??- Indaga Felipe com o coração a mil.
- Qual o problema coelhinho? Com medo da raposa disfarçada?- Enquanto ela falava olhos vermelhos como sangue aparecem do meio dos seus cabelos e uma boca disforme e cheia de caninos aparece na nuca.
-Puta merda- Foi tudo o que ele conseguiu pensar em pronunciar antes de sair correndo, desesperado pra não ter a cabeça dentro daquela boca, nuca, ou qualquer coisa que aquilo pudesse ser.
Naturalmente, o garoto tropeça(como em qualquer história em que o cara está em perigo de morte) e vê Eleanor vindo em sua direção muito rápido, quando ela chega perto, pula e cai exatamente em cima dele, numa posição parecida com um papai-e-mamãe.
- Você ainda não viu nada. Olhe em meus olhos.- Disse Eleanor.
Qual deles? Deviam ter no mínimo 5. De qualquer maneira ele olhou, e viu centenas de garotos e garotas, todos de uniformes escolares japoneses naquela mesma floresta, morrendo de diversas maneiras diferentes: se tacando de árvores extremamente altas e de cabeça, cortando as mãos fora, cortando os pulsos, se enforcando nos galhos, fazendo um torniquete caseiro no próprio pescoço, e muitas outras brutalidades. A única coisa que tinham em comum, era que estavam se suicidando, tirando a própria vida antes do tempo previsto, ou não. As visões de suicídio acabaram e Felipe se viu com a Eleanor normal a sua frente, mesmo rosto impecável de antes. Ele sabia que ela era um monstro mórbido, mas aquele rosto fazia ele fazer qualquer coisa pra telo junto ao próprio. Qualquer coisa.
- Está vendo aquele galho? Se eu te der um beijo, você crava ele na própria cabeça?- Pergunta ela com uma voz inocente, como se tivesse pedindo um brigadeiro. Ele queria negar, e ao mesmo tempo não. Ela era linda de morrer(literalmente), e parecia estar hipnotizando ele. Felipe queria resistir mas Eleanor era poderosa. Com a voz trêmula, ele para de se debater e fala:
-Claro, por que não?- E assim ele beija Eleanor. Aquilo fora a melhor sensação da vida dele, podia sentir todas as melhores emoções que existiam naquele breve momento, e quando acabou, ele se sentia diferente.
-Agora cumpra sua parte do acordo- Disse Eleanor.
Aquele beijo foi a última coisa que ele sentiu, literalmente, ele não sentia medo, ansiedade, era um escravo de Eleanor que faria o que ela quisesse, e ela realmente queria que ele fizesse algo. Ele quebrou o galho pontiagudo, apontou a parte afiada para a própria cabeça, e alguns instantes antes de se suicidar, ouviu Eleanor dizer:
- Devia ter lido a placa, e feito como ela dizia e ficado longe. Adeus meu bem, vou sentir saudades.
A Floresta Aokigahara não é um lugar muito bonito, mas é silencioso, perfeito pra quem quer apenas rodear o local e pensar um pouco. Depois de andar por uma hora e pouco Felipe se depara numa placa, porém como estava em japonês e Felipe sabia apenas inglês e português, imaginou que devia ser algum aviso pra tomar cuidado com mosquitos. Ao entrar na floresta ele percebe que o ar ficou diferente, mais vivo, e porem mais morto ao mesmo tempo, como se alguém estivesse o espreitando.
Passos podiam ser ouvidos, juntamente com o barulho de gravetos se quebrando no chão irregular e disforme.
- Ei você, viu minha mochila? Eu devo ter perdido ela em algum lugar...- diz a voz atrás de Felipe. Era uma voz feminina.
-Quem está ai?- pergunta Felipe meio inseguro. Nunca tinha se dado tão bem com garotas. Havia tido uns relacionamentos mas na maioria das vezes apenas fracassos patéticos, e sabia que se alguma garota estava falando com ele numa floresta onde a população viva devia ser apenas ele, coisa boa não podia ser. Quando ele se vira se depara com uma garota realmente linda, cabelos curtos e pretos e olhos mais fundos que o próprio oceano, e tão escuros quanto a noite, era alta e o corpo parecia uma obra de arte de Leonardo Da Vinci.
- Hey você é bonita, qual seu nome? – Pergunta ele quase sem saber como se formavam palavras diante de uma garota daquelas, parecia ter o que? 18 anos?
- Meu nome é Eleanor, e queria saber se você viu minha mochila por ai, é toda preta, droga meus cadernos e livros estavam todos lá.- diz a garota com voz meio irritadiça.
- Não vi- Responde Felipe- Maaaaaaaaassss podemos procurar juntos, se não se importa.
Haha ele não perdia uma chance de arrumar uns amassos, mesmo que fosse num lugar esquecido por Deus. Eles andavam pra lá e pra cá, sem rumo exato, e Felipe apenas a acompanhava sem nem mesmo prestar atenção aonde ia, afinal, era uma chance em um milhão. Depois de um certo tempo, Eleanor para de andar, vira-se e fala:
- Hm, acho que nos perdemos – Fala ela com um tranquilidade que veio do mais absurdo nada.
- Ah sem problemas, antes de voltar agente podia sentar e fazer alguma coisa- Diz Felipe com uma certa alegria na voz, apesar de estar onde Judas perdeu as calças.
-O que você esta pretendendo fazer aqui comigo hein?- Pergunta ela com a mesma calma de antes, porem com uma voz mais...sedutora.
-Bom, estava pensando nisso...-antes mesmo de terminar a frase ele tenta dar um beijo em Eleanor, que não deu muito certo porque ao invés de uma boca ele encontrou um monte de cabelos.
-Mas o qu...- antes que pudesse terminar, percebeu uma coisa meio que, humanamente impossível: a cabeça dela estava virada pra trás. E o corpo não.
-Caralho, quem é você? Ou melhor, o quê??- Indaga Felipe com o coração a mil.
- Qual o problema coelhinho? Com medo da raposa disfarçada?- Enquanto ela falava olhos vermelhos como sangue aparecem do meio dos seus cabelos e uma boca disforme e cheia de caninos aparece na nuca.
-Puta merda- Foi tudo o que ele conseguiu pensar em pronunciar antes de sair correndo, desesperado pra não ter a cabeça dentro daquela boca, nuca, ou qualquer coisa que aquilo pudesse ser.
Naturalmente, o garoto tropeça(como em qualquer história em que o cara está em perigo de morte) e vê Eleanor vindo em sua direção muito rápido, quando ela chega perto, pula e cai exatamente em cima dele, numa posição parecida com um papai-e-mamãe.
- Você ainda não viu nada. Olhe em meus olhos.- Disse Eleanor.
Qual deles? Deviam ter no mínimo 5. De qualquer maneira ele olhou, e viu centenas de garotos e garotas, todos de uniformes escolares japoneses naquela mesma floresta, morrendo de diversas maneiras diferentes: se tacando de árvores extremamente altas e de cabeça, cortando as mãos fora, cortando os pulsos, se enforcando nos galhos, fazendo um torniquete caseiro no próprio pescoço, e muitas outras brutalidades. A única coisa que tinham em comum, era que estavam se suicidando, tirando a própria vida antes do tempo previsto, ou não. As visões de suicídio acabaram e Felipe se viu com a Eleanor normal a sua frente, mesmo rosto impecável de antes. Ele sabia que ela era um monstro mórbido, mas aquele rosto fazia ele fazer qualquer coisa pra telo junto ao próprio. Qualquer coisa.
- Está vendo aquele galho? Se eu te der um beijo, você crava ele na própria cabeça?- Pergunta ela com uma voz inocente, como se tivesse pedindo um brigadeiro. Ele queria negar, e ao mesmo tempo não. Ela era linda de morrer(literalmente), e parecia estar hipnotizando ele. Felipe queria resistir mas Eleanor era poderosa. Com a voz trêmula, ele para de se debater e fala:
-Claro, por que não?- E assim ele beija Eleanor. Aquilo fora a melhor sensação da vida dele, podia sentir todas as melhores emoções que existiam naquele breve momento, e quando acabou, ele se sentia diferente.
-Agora cumpra sua parte do acordo- Disse Eleanor.
Aquele beijo foi a última coisa que ele sentiu, literalmente, ele não sentia medo, ansiedade, era um escravo de Eleanor que faria o que ela quisesse, e ela realmente queria que ele fizesse algo. Ele quebrou o galho pontiagudo, apontou a parte afiada para a própria cabeça, e alguns instantes antes de se suicidar, ouviu Eleanor dizer:
- Devia ter lido a placa, e feito como ela dizia e ficado longe. Adeus meu bem, vou sentir saudades.
*-*
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